Título
28/03/2004
ÚLTIMA PARTE....

Como já escrevi em um texto anterior sobre este filme:
“...qualquer um sabe OLHAR uma imagem, mesmo a mais analfabeta das criaturas, mesmo que não a saiba LER, apreciar ou criticar (bem, com isso a ICR nunca se importou, o que mais ela quer é que todos sejam analfabetos, fica mais fácil) e com os meios adequados e a técnica certa, pode-se DIRIGIR esse olhar, fazer com que a pessoa apreenda, na maioria das vezes, o que você deseja - isso com auxílio de outras linguagens também, além da visual, como com a música, por exemplo. “
Dizem alguns que o evangelho está sendo pregado. Sim, o evangelho católico, cheio de fábulas e misticismo. Um evangelho que tem como figura central a mãe de Jesus, onde ela é a pessoa mais forte em cena. E ainda um evangelho que reforça a crença nas tradições romanas e suas invencionices. Onde acha lugar para uma Verônica e sua “relíquia sagrada” com o rosto do Cristo gravado em sangue em um lenço – que foi por anos exposto no Vaticano até desaparecer e que levava centenas de pessoas para ver esse “milagre”.
O mesmo evangelho pregado pela igreja católica durante a contra-reforma, quando expunha sua riqueza e a glória de seus santos, enquanto perseguia os protestantes, os verdadeiros crentes, que pagaram com suas vidas por ousar crer no verdadeiro evangelho e encontrar o Jesus verdadeiro, rejeitando àquele Cristo católico que precisa de sua “eterna e virgem mãe” para lhe dar o apoio necessário para cumprir sua missão.
E, finalizando, para aqueles que ainda dizem que o que importa é que o evangelho esteja sendo pregado. Primeiramente Paulo se referia ao EVANGELHO verdadeiro sendo pregado APESAR da intenção dos que pregavam não ser totalmente sincera, e não o inverso, um evangelho espúrio – mesmo falando de Jesus - sendo pregado por pessoas sinceras. Sobre este tema ele disse:
“Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.” iGálatas 1:8
“Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.” Gálatas 1:9

Sinto muito Mel, mas a verdade e esta e só há uma Verdade, e Nós - a Igreja do Senhor Jesus - a conhecemos bem, ou não?

“Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos;” Apocalipse 18:4

17:55

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CONTINUAÇÃO...

Mel Gibsom afirmou que este filme é um filme “mariano”. E estava sendo sincero. Pois eu fui ver e realmente este filme retrata o sofrimento dela – tendo como pano de fundo os inúmeros açoites dados em Jesus. Maria é quase que onipresente neste filme. E quando ela não está em cena, podemos ver os olhos do Jesus a buscá-la e, quando a encontra, por diversas vezes, encontra novas forças, é capaz de se levantar e prosseguir.
Outro detalhe é a simpatia que passam a nutrir por esta figura tão central no filme – apesar de os evangelhos mal se referirem a ela durante ao episódio da crucificação. Quando Maria, em um “flash-back” se recorda do “Jesus-criança“ caindo, ela correndo para o socorrer. Neste exato momento, o Jesus está caindo na via dolorosa, então ela corre desabaladamente para, como fizera quando este era um menino, lhe confortar, colocando-o em seu colo. E a música sobe, e o povo chora com seu sofrimento (dela, de Maria. Não do Cristo).
Aliás a contra-reforma elevou ainda mais a posição de Maria no cenário da vida e “paixão de Cristo”. Basta olhar as pinturas da época, onde ela é retratada como a Mãe protetora, que segue-o na via crucis, que ampara seu corpo na descida da cruz – exatamente como na cena mostrada no final do filme:“la pietà”.
Outro fator que deve ser levado em conta é que a arte sempre foi usada pelo catolicismo. Ele sempre usou de representações – não me refiro às imagens de escultura nos altares, mas de ARTE, daquelas que estão nos museus, nos anais da história da arte e, que a seu tempo e em seu contexto, foram tão forte quanto este filme e tocou tão profundamente as emoções quanto “a paixão do cristo” toca hoje as multidões.
Tudo bem que se queira ver o possível modo como Jesus foi “moído” por nós. Se se isolar apenas estas cenas, talvez o filme deixe de ser tão nocivo à fé verdadeira do evangelho. Mas o filme deve ser analisado em sua totalidade.
Não é um filme inofensivo, que tenha a principal missão de pregar o evangelho. Não, não creio ser esta uma mula falante, pois nosso Senhor nos diz que uma árvore ruim não pode dar bom fruto, quanto mais uma árvore podre.. Pois o filme, em seu contexto, primeiramente nem era para ser legendado. Isso mesmo, você e eu nem teríamos idéia do que aquele Jesus estava dizendo. Ele falaria o tempo todo, todos falaríam e nós ficaríamos apenas com a imagem visual da cena. Dessa forma, a coisa muda de figura!
Primeiro precisamos levar em conta que Mel Gibson pertence a um extremo da igreja católica que não aceita as decisões do vaticanus II, que entre outras coisas aboliu a missa em latim. Ou seja, Mel Gibson queria que nós assistíssemos a uma missa como ele acha que deve ser celebrada. E isso não é “viajar na maionese” não. Pois se vocês se lembrarem a missa era celebrada em todos os elementos da “paixão” que ela representava – ou representa ainda, sei lá - cada momento da paixão de Cristo.
Segundo que, este filme só tem algo de bom, se podemos dizer assim, quando lemos as legendas do “flash-back” do sermão da montanha e da última ceia. Se não tivesse legenda, apenas veríamos o filme, contemplaríamos ele como outrora se contemplavam as já tanto citadas aqui obras barrocas. E estaríamos ainda mais absorvidos em suas cenas, na “ligação espiritual” entre Maria e o Cristo. Tudo seria apenas e tão somente imagem e emoção. Mel Gibson mesmo disse que “as imagens falam por si...”E elas continuam falando, mais alto do que as palavras, como sempre..

17:54

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Dando em DÍZIMOS, Falemos do filme "A PAIXÃO DE CRISTO"
“A PAIXÃO DO CRISTO” E a Contra-Reforma (re) Começa....

Esta deveria ser a tradução do filme de Mel Gibson. Uma visão barroca, naquilo em que o barroco serviu de propaganda católica, reforçando os ícones da “mitologia” católico-romana..
Muitas pessoas têm a impressão de que a arte sempre representou Cristo de forma plácida em uma cruz, quase sorrindo. Mas desconhecem a arte barroca. Movimento este que esteve a serviço da igreja católica na contra-reforma e cumpriu bem seu papel!
Não é novidade na história da arte esta forma de representação dramática ao extremo da paixão de Cristo. Apenas na forma, no meio, na quantidade de sangue, é que se tem um novo elemento. Vejamos o que eu quero dizer com isso, o que foi o “barroco”:
“..A arte barroca é uma arte que procura comover intensamente o espectador. Nesse sentido, a igreja converte-se numa espécie de espaço cênico, num teatrum sacrum onde são encenados os dramas da salvação humana, numa mistura de arte e catequese.
A música, muito valorizada nos ofícios religiosos a partir da Contra-Reforma, desenvolveu-se admiravelmente e contribuiu, junto com as artes plásticas, para envolver os fiéis numa emocionante experiência religiosa. Contrariamente à arte do Renascimento, que pregava o predomínio da razão sobre os sentimentos, no Barroco há uma exaltação dos sentimentos, a religiosidade é expressa de forma dramática, intensa, procurando envolver emocionalmente as pessoas.
Essa grandiosidade é explicada pela situação histórica, marcada pela reação da Igreja Católica ao movimento protestante e ao mesmo tempo pelo desenvolvimento do regime absolutista. Dessa maneira temos uma arte diretamente comprometida com essa nova realidade, servindo como elemento de propaganda de seus valores... explicadas pelo fato de o barroco ter sido um tipo de expressão de cunho propagandista.”
Em certos momentos, a exacerbação da dor de Cristo foi uma forma de arrebatar o coração dos fiéis pela emoção e pelo êxtase religioso. Os artistas do barroco e da tradição germânica dos séculos XV e XVI foram os que mais exploraram esse lado. Diz o historiador da arte Renato Brolezz.i” .Extraído do site: http://www.salesianos.pt/detalheartigo.aspx?scID=2&atID=19
Por isso eu reafirmo nada há de novo aqui. Só se tem hoje um novo meio propagandista para o catecismo católico. Lembremos-nos de que foi na contra-reforma que surgiram os Jesuítas e que eles passaram a cuidar do processo educacional e se empenharam nisso, em expandir a doutrina católica pelo mundo.
Aliás a contra-reforma não foi apenas uma “reformulação” da igreja católica, foi o palco das maiores barbaridades cometidas pelo tribunal do “santo ofício” e onde centenas de milhares de protestantes e judeus foram sumariamente executados, enquanto belíssimas e grandiosas obras de arte eram criadas e encomendadas aos melhores artistas, para decorar e “pregar a Palavra do Cristo”.
Não digo que não se deva ir assistir ao filme de Mel Gibson. Mas se vão, pelo menos se dêem conta de que aquele filme serve a um propósito bem específico. É, sem exagero algum, a contra-reforma “repaginada”. Novamente se utilizando de um aspecto “expressionista” da arte. Isso é claro quando lemos que ele pediu ao diretor de fotografia do filme que se inspirasse nas obras de Caravaggio – pintor barroco dos melhores – pois queria o mesmo ambiente de contrastes de luz. Mas vendo o filme, se percebe que ele se inspirou em muitos outros mestres barocos católicos, como Tintoretto, El Greco, Rúbens, entre outros. Este filme é mais um ícone barroco, mais um elemento na nova contra-reforma a serviço da “evangelização’ católica – que já começou, pois ontem minha mãe recebeu pelos correios dois enormes envelopes dourados e dentro de cada um uma “foto” de Maria, pedindo doações para “evangelização mariana”, com belas palavras e o “olhar terno” da “Mãe do Cristo”, coincidência, não?

17:52

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DÍZIMOS II
E aí, devem também ter uma grande e “sofismônica” explicação para este texto, vão recorrer à “hermenêutica”**, “homilética”, quem sabe a exegese não lhes ajude, ou qualquer outra coisa. Então leiam o original, busquem aquela palavra em grego, aramaico, aí digam que ela significa “x” e não “y”, ou culpem o tradutor, o intérprete, o pastor mal-educado e semi-analfabeto que leu este versículo domingo após domingo por anos a fio em sua congregação. Congregação esta que, a esta altura, com sacrifício de seus próprios bens, já deve estar à míngua, morrendo de fome, absolutamente desamparada após crer por tanto tempo que, dando o dízimo e as ofertas, estaria honrando a Deus e sendo-lhe fiel. Mas coitada, mal sabia ela que estava apenas a desperdiçar seus parcos recursos - ou nem tão parcos assim - sem disso advir bênção alguma, tão pouco alcançar o objetivo primeiro de agradar a seu Deus cumprindo-lhe a Palavra, que ela cria ser verdadeira.
“Seja, pois Deus verdadeiro e todo homem mentiroso”. Ei! Quem sabe, agora eu tenha-lhes dado mais alguns argumentos.
O fato é bem simples: uma tentativa absurda dos inimigos da nossa fé – para não dizer claramente o nome deles – de desacreditar algo que foi instituído por Deus para o seu povo. Mas é aí que reside a questão: não crêem eles que por “seu povo” nos referimos à Igreja de hoje, “não, isso se referia apenas a Israel”. Por esta simples razão e imensurável sistema de sofismas é que essas pobres criaturas, que chamam de sem-educação aqueles que servem a Deus – provando eles próprios serem os “bem-educados” da história, citando igrejas numa total falta de ética – vivem hoje vidas tão miseráveis – não necessariamente falo aqui, no que se refere a bens materiais – pois, quando lêem a Palavra de Deus, se Malaquias 3 não fala com eles, também não deve falar Isaías 53, Malaquias 2:10-16 ou, quando Deus diz a seu povo:”não temas eu te remi” ou “não temas ó Israel” ou quem sabe: “eu sou teu Deus”, “quando passares pelas águas estarei contigo...”e uma infinidade de outros textos que, como já disse, deveriam então ser jogados fora.
Ah, já ia me esquecendo de outro absurdo: ao se referir ao texto de Mt 23:23 já mencionado aqui, dizem ser “outro estratagema desonesto dos defensores do dízimo e um insulto à inteligência quando vem dos púlpitos! As palavras ásperas de Jesus jamais poderiam ser aplicadas à igreja que ainda não tinha nascido naquele momento.” ARGH! Tenha santa paciência! Apesar de meus ouvidos não serem “penico” – neste caso meus olhos – me dignarei a comentar esta “coisa” acima transcrita:
Primeiro, como já disse antes acerca de Israel e do VT, ao que me consta, quando Jesus andou sobre a terra, quando esteve entre nós – apesar de nós não termos ainda estado lá, ou ao menos nascido – enfim, quando Ele estava a pregar pela terra de Israel, a Igreja ainda não tinha nascido de fato. Então, como nosso digníssimo amigo – amigo é modo de dizer, por favor, não me comprometam - acima escreve, NADA do que Ele falou poderia ser aplicado à Igreja (“...As palavras ásperas de Jesus- e nenhuma outra - jamais poderiam ser aplicadas à igreja que ainda não tinha nascido naquele momento.”).

17:45

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Como o próprio nome diz, este blog tem por objetivo, publicar textos que rebatem os sofismas dos "estudiosos" sejam evangélicos ou não que lutam tenazmente para tentar desacreditar os ensinamentos da Bíblia. *sofisma do Lat. sophisma < Gr. sóphisma, subtileza de " "sofisma" s. m., argumento ou falso raciocínio formulado com o fim de induzir em erro;
 
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